“Sou incrivelmente incapaz de entender qual é a lógica profunda em dois corpos se atraírem, como o meu corpo se atraí ao teu, como seu afago me puxa, me amarra à você, como teu jeito me alucina, me faz perder o equilíbrio da razão, àquela que tanto luto para manter. Como as pontas dos teus dedos, que vagam em minhas costas nuas me proporcionam arrepios, incontáveis e as gotas salgadas do teu suor que temperam teu corpo ao meu. Será tudo isso culpa da gravidade ou do nosso irremediável e confuso caos de sentimentos? Não sei responder tais perguntas que faço a mim mesma, só sei que me perco nesse universo que é teu peito nu abaixo dos toques e me encontro quando tu estás em mim; Nosso encontro corporal é quase um choque entre planetas, não restando muito de mim depois de cada colisão, porém quanto menos me tenho mais quero de você. Quero você lá sendo o sol da minha órbita, mas também quero você aqui cada vez mais dentro, entrando ou saindo; Me causando orgasmo sentimental, temporal ou corporal, na nossa gravidade sentimental.”
— Simone Ribeiro jogou palavras fora com Thayná Borges.